Atividade 1- Ciranda de memórias de nossas alfabetizações na infância: proposta de uma narrativa detalhada do processo de aprendizagem das alfabetizadoras em processo, seu letramento, experiências de alfabetização, escola, professora, métodos, lembranças.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Graziela Badaracco

                                             Libertando minha pequena criança                                                                                                    
Eu me concentro, coloco uma música que remeta à minha infância ou que, ao menos, me deixe mais leve - leveza remete à infância. Começo a acessar minha memória infantil que está lá, escondidinha. Confesso que não é fácil deixar a criança chegar, pois aprendi que devemos crescer e que um adulto tem seus compromissos, seus horários e que a brincadeira acabou, e que  agora é trabalho, ganhar dinheiro, possuir uma posição de destaque na vida profissional, ter filhos, casa própria...ufa! Sinto que ao longo do caminho, minha criança foi sendo sufocada. Aos poucos, engolida pela areia movediça dos compromissos de gente grande. Mas sei que preciso conectar à menininha que gostava de brincar de bonecas, dançar em cima da mesa de centro, na sala da casa. Então, prossigo na busca daquela criança. Minhas primeiras lembranças do início da vida escolar são do meu uniforme: saia de pregas na cor azul marinho, tênis branco, camiseta amarela e lancheira da mulher maravilha. Meu contato inicial com a escola foi no Jardim de Infância, na Escola de Ensino Fundamental Professor Leopoldo Tietbohl.  Como meus pais precisavam trabalhar, antes de ir para o trabalho, minha mãe me deixava na casa dos meus avós e lá eu ficava até a hora de ir para a escola. Quem cuidava de mim durante o dia eram meus avós. Lembro muito bem: eu, de mãos dadas com meu avô, ou quem estivesse disponível para me levar até a escola. O percurso era a pé, estudava no turno da tarde. No caminho para a escola, passava por casas lindas, com jardins imensos e um prédio confeitado de merengue, com janelas de chocolate, mas só eu sabia que aquele tinha sido construído daquela forma. Durante o trajeto para a escola, a melhor parte era passar pelo tal prédio, ficava imaginando como seriam as famílias e as crianças que habitavam aquele lugar, será que eles ajudaram a confeitar? Como seria o interior dos apartamentos, camas de biscoito e maçanetas de jujubas? Mas, depois do prédio de merengue vinha o primeiro desafio que precisava vencer: uma imensa lomba, que não se enxergava o fim. Fizesse chuva ou sol, e no sol principalmente, eu lembro que saía de casa toda cheirosa, linda com minha saia de pregas e camiseta amarela e quando chegava perto da lomba vinha um desânimo só de pensar que tinha que subir tudo aquilo. Chegava no topo da lomba, suando. Na entrada do colégio, havia uma escadaria gigante e para chegar até a sala de aula do jardim de infância, ainda era preciso atravessar o imenso pátio da escola, subir mais escadas, até chegar ao anexo do Jardim de Infância.  Mas todo o esforço valia a pena, um lugar mágico. Nunca tinha visto tanto brinquedo reunido em um só lugar. O que eu mais gostava era o de blocos de montar do pequeno construtor, tijolos, com torres - eu podia criar casas, cidades, estações de trem, me divertia muito. Minha lembrança mais marcante no mundo das letras, foi um pouco traumática, não sei se traumática é bem a palavra, mas meu coração se apequena, uma sensação de desconforto e angústia tomam conta de mim. Era uma data especial: dia do professor ou aniversário da professora, não consigo precisar muito bem. As mães dos meus colegas se reuniram para comprar um presente para a tia Clarisse. E todos os colegas, escreveriam seu nome no cartão para a “tia”, fiquei em pânico, eu não sabia escrever o meu nome, e então como seria? Não faria parte da homenagem para a “tia” Clarisse. Foi então que minha irmã, dez anos mais velha que eu, percebeu meu desconforto e me apresentou o mundo das letras através da escrita de meu nome. Foi um intensivo de três dias, ela escrevendo e eu copiando, copiando, até que não precisei mais copiar e escrevi sozinha. Recordo muito bem, eu na escadaria para o anexo do jardim de infância, escondida junto com meus colegas escrevendo meu nome no cartão para a “tia” Clarisse, um orgulho que não cabia dentro de mim. Sim, “tia” - naquela época, chamávamos as professoras de tia, provavelmente os educadores e estudiosos daquele tempo acreditavam que, chamando as professoras de tias, estabeleceríamos uma relação mais próxima com a escola e o tempo que ficaríamos com as “tias” seria mais leve e descompromissado.  

Giane Dias

                                                    Minhas lembranças primeiras
                                                                                                           

Minha infância foi no campo. Não havia energia elétrica, nem TV, nem qualquer tipo de literatura. Não recebíamos jornais, nem tínhamos acesso a livros. Vez por outra, minha mãe recebia cartas de parentes que moravam fora do estado e no exterior. Quando acabava a luz do dia, ficávamos reunidos, com ela, ao redor do lampião. Aproveitava para nos contar histórias, ler as cartas e ouvir o rádio conosco. Até que nosso pai chegasse do trabalho. Após, íamos cedo para a cama, entre 20h e 21 h no máximo. Ao amanhecer, acordávamos cedinho, refeitos para um novo dia.Brincávamos pela chácara
correndo, pulando, fazendo casinhas, subindo em árvores. Cantávamos musiquinhas que nossa mãe nos ensinava, e as acompanhávamos de instrumentos feitos por ela mesma, com as antigas latinhas de azeite, da década de 1970. Formávamos uma bandinha e saíamos pela estrada para buscar os animais a seguir nosso pai no campo, ou ir à fonte d’água acompanhar nossa mãe, sempre cantando e batendo latinhas. O primeiro livro infantil que ganhei de minha madrinha, chamava-se “Meu Apelido é Lili”. Eu decorei tudo o que dizia nele. Lembro-me que pedia aos adultos para que o lessem para mim. Aos poucos fui decorando e fazendo associações com os desenhos das páginas, e já sabia em cada folha o que estava escrito, ainda que não reconhecesse muitas letras. Aos domingos, tínhamos acesso a muitos episódios de histórias infantis, por meio do rádio, que apresentava um programa de histórias, como “O Gato de Botas, A Branca de Neve e os Sete Anões, A Bela Adormecida, João e o Pé de Feijão e outras. Para frequentar o pré-escola, precisava permanecer de segundas a sexta-feiras na casa de minha avó, na zona urbana. Onde minha família morava, não havia escolas. Minha primeira professora chamava-se Cila. Dessa fase, lembro de aprender a desenhar em folhas e no caderno e usar as cores para colorir. Eu tinha uma merendeira verde-limão. A professora do 1º ano chamava-se Helena. Lembro-me de recortar letras de revistas, para formar palavras. Antes, eu decidia as palavras que desejava formar, e só depois procurava as letras. Por isso, eu demorava bastante. Mas não desistia, procurava todas as letras, até que conseguisse formar as palavras que escolhia. Recordo também, de ficar juntando as letras que encontrava pelos caminhos que passava; em placas, letreiros de ônibus, em frente de casas comerciais, para tentar descobrir o que estava escrito, sem perguntar a ninguém.Era amiga íntima de minha professora Helena. Ia para sua casa aos sábados, passeava e almoçava com ela. Quando ela escutou seu nome no listão de aprovados do vestibular da UFSM para Odontologia, em janeiro de 1976, eu estava juntinho dela, e vibrei com a mesma. Já estava de férias, mas tinha ido passear em sua casa. Ela pedia regularmente, ao meu pai que me levasse pra casa dela. Minha prova de final de ano, teve o desenho de um pinheiro com bolinhas e estrelas para colorir. Pintei-o de verde. As estrelas, pintei de amarelo e as bolinhas de cores diferentes. Ao voltar para casa na zona do rural, no término da temporada, ensinava meus irmãos mais novos a lerem e escreverem. Brincávamos de aula. Eu era a professora e eles eram os alunos. Escrevia no chão do pátio de terra arenosa, à sombra das árvores, no verão. E eles reproduziam, usando galhinhos quebrados das árvores para riscar a terra. Já nos bonequinhos que desenhávamos, usávamos bolinhas de cinamomo para preencher os olhinhos. Também, escrevíamos as letras das musiquinhas infantis que cantávamos com minha mãe. No ano seguinte, eu já conduzia meus irmãos, que foram matriculados na mesma escola.Caminhávamos alguns quilômetros por estrada de chão, até o ponto onde passava o ônibus com destino à zona urbana de Santa Maria. Viajávamos um tempo aproximado de 90 minutos, e chegávamos a nossa amada Escola Municipal de 1º Grau “Duque de Caxias”. Lá eu me sentia em casa - exatamente como se a escola fosse minha segunda casa e família. Minha “profe” Helena, veio estagiar em Odontologia, tornando-se minha dentista, e me ensinando muitos cuidados com os dentes e saúde. Eu participava de todas as atividades da minha escola quanto podia. Ora como atleta, ora como declamadora de poesia, ora como cantora no coral. Também, apresentava danças tradicionalistas com trajes típicos. Fui muito feliz na minha primeira escola. Aproveitava as diferentes oportunidades para aprender sobre tudo que me era acessível.”

Anne Gabriela Ferreira de Abreu

Letramento e alfabetização em meus primeiros anos de escolarização
                                                                                       

      Em minha primeira experiência escolar, no Jardim de Infância, fui pouco assídua. Gostava de ir à escola somente quando minha prima de mesma idade também ia. Tinha muito medo de ficar só naquele lugar. Talvez pelo medo, costumava ser desatenta e vagarosa em tudo o que fazia naquele
espaço. Sim, porque em casa eu era ativa, mas na escola não tinha tanta intimidade com todo aquele universo. A pracinha, a rodinha, os papéis! Tudo tão novo que foi despertando receios e encantamentos! Tudo tão banal aos olhos adultos, mas tão intenso para minhas primeiras olhadas, primeiras tocadas. Destaco meu encantamento por andar na gangorra, fechando os olhos sob um sol forte. Eu enxergava cores! Eu via (e sentia) as cores! Nesse brincar, sentia uma boba e profunda alegria! Também recordo do meu encantamento em peneirar a areia, separando as pequenas pedras e obtendo aquela areia bem fina, gostosa de tocar. Outra grande emoção foi riscar, rabiscar, em uma lixa com o giz de cera. Que lindo era observar aqueles resultados!
      Os encantamentos aconteciam, mas acredito que os estranhamentos eram maiores. Estranhei ordens, comandos, posturas. Não conseguia responder na velocidade esperada aquelas instruções motoras para andar sob e sobre a cadeira, baixar/levantar/pular, obedecer. Eu era lenta, talvez por estar “muito em mim mesma”, em um tempo muito singular de descobertas. Encantada com as novidades e com dificuldades de me adaptar a outro tempo que não o meu.
      Dessa forma, o Jardim de Infância passou. Passou deixando suas marcas. No ano seguinte, fui para a primeira série. Fileira de classes e cadeiras. Tudo tão difícil de organizar em minha mente, de coordenar, que eu facilmente esquecia onde era o meu lugar. Houve uma mudança de escola. Da
escola seguinte tenho poucas lembranças deste primeiro ano. E lá eu ia diariamente, mas também não me lembro de detalhes, de sequências. Certamente, seguia desatenta. Das memórias guardadas, lembro de algumas colegas que gostavam de mexer e arrumar o cabelo de minha professora. Lembro de uma página do livro que eu amava, porque tinha a figura de um bebê, e eu amava bebês. Talvez essa tenha sido a primeira palavra que eu tenha lido. Uma palavra dotada de afeto e de sentido. 
     Também foi na primeira série que descobri o que era um boletim. Descobri quando minha tia disse que minhas notas estavam ruins e que se eu não estudasse seria reprovada. Temi repetir o ano, ser marcada pelo “fracasso”, pela impotência. Não sei bem o que fiz, mas não fui reprovada. Não sei se conquistei a decodificação ou se minha professora apostou que eu aprenderia no ano seguinte. Embora eu tenha poucas memórias desses dois primeiros anos sei que, na sequência, fui uma apaixonada pelos afazeres escolares. Talvez minha relação com as professoras seguintes foi me deixando mais próxima do universo escolar, onde eu passei a gostar de fazer cada atividade, onde eu sentia que descobria coisas diferentes das que eu tinha em casa. Acredito que deve ter havido uma aposta nas minhas aprendizagens, de modo que passei a ser reconhecida pelo que fazia e isso era um grande estímulo. Embora não lembre o momento dessa mudança, vejo uma profunda diferença na estudante desacreditada à estudante de referência, a que tinha sucesso nos fazeres escolares. Cheguei a me entusiasmar tanto que minhas brincadeiras eram muito em torno do universo escolar. Brincava de professora “sem parar”. E, no entusiasmo com a escrita, passei a querer inventar histórias.
      Lembro-me de sentar em uma escrivaninha em casa e escrever uma longa narrativa, inventado uma história a partir de uma imagem dos personagens da Vila Sésamo. Foi uma fluência inventiva, onde fiquei encantada com o que estava a produzir. No dia seguinte, levei entusiasmada para a minha professora ver o que eu tinha feito. Minha sensação era de que ela iria adorar. Mostrei a ela, ainda no pátio, o meu escrito. Ela não deu muita atenção. Nunca deu um retorno sobre o feito. É incrível essa memória. Eu acreditava que aquilo valia muito e, no entanto, não teve demonstração de valor algum. Hoje, penso que essa ausência de valor não me tornou uma má estudante, mas certamente, não fez uso daquela potência que ali se manifestou. Eu estava pronta para mergulhar profundamente no universo da invenção e da escrita, do registro, e não tive uma escola que valorizasse isso. E precisava ser a escola que me acolhesse nesse fazer, afinal, minha casa era um universo distante da escrita, letrada para a televisão e longe dos livros, das histórias escritas. Era a escola que estava a me abrir outro universo, a ampliar meus repertórios culturais. 
      Ainda que com estas e algumas outras limitações, as escolas pelas quais passei realizaram um importante papel em minha trajetória. Sobretudo, porque para além de toda a limitação curricular, a escola era – e ainda acredito que seja – uma grande oportunidade de encontros, de humanidades. Em seus corredores, nas suas brechas, eu via muita vida e sentia-me muito feliz em aprender coisas ali. Tinha algumas amigas e era muito próxima aos professores. Adorava conversar com eles, saber como organizavam suas vidas, como superavam seus problemas. Um currículo oculto que talvez tenha tido maior sentido do que o que estava explícito. Um currículo que de fato corria, corria em busca do saber, do que nos faz humanos. Porque o pulsar da vida é muito forte e quando encontra uma mínima possibilidade de se reconhecer manifesta-se e multiplica-se, fazendo uso de toda a sua potência.

Alexsandra Cardoso da Silva Nunes

                                    Relato de minha alfabetização                                                                           
      Quando iniciei o ensino fundamental, já sabia ler e escrever e adorava fazer “cálculos”. Antes, havia frequentado, dos dois aos seis anos, a Educação Infantil. Minha mãe lembra que não precisei de adaptação, mas ela, sim, pois quando me levou à escolinha, peguei na mão da professora, que ainda se nomeava de "tia", e abanei, despedindo-me dela. Ela foi quem chorou, porém, compreendeu que, daquele instante em diante, a escola seria um espaço de divertimento, aprendizagem e relações saudáveis.
      Com seis anos e meio, entrei na 1ª série. Escola nova, colegas novos, rotina diferente, livros, cadernos, um pátio enorme (na concepção de criança), várias possibilidades. Não lembro, exatamente, como a escola organizou as turmas, contudo, entrei na sala de aula com a fila formada por aqueles que seriam os meus colegas. Aliás, até hoje, alguns daqueles colegas/amigos fazem parte da minha realidade. O nome da minha professora era Kátia.
       Diz minha família que sempre fui uma criança muito curiosa e perspicaz. Também aprendia as coisas com rapidez e autonomia. Imagine na escola. Queria experimentar todos os brinquedos do pátio, participar de todas as atividades. Na sala, queria sempre responder todas as perguntas, escrever no quadro, distribuir os livros e as folhinhas para os colegas, buscar objetos para a professora, ensinar as outras crianças. Conhecia quase todas as músicas que cantavam na aula. E, quando não conhecia, olhava atentamente para a professora para aprender a letra. Uma ou duas vezes ouvindo e balbuciando algumas palavras, já bastavam para cantá-la, com entusiasmo. Quando conheci a biblioteca, foi uma festa. Se fecho os olhos, consigo ver a imagem dos colegas escolhendo livros e eu, sentada no meio das estantes, encantada com tanta história.
      No final dos bimestres, a escola entregava boletins aos pais. Documentos com notas e breve parecer da professora. Minhas notas eram altas. No quesito comportamento, sempre tinha algo do tipo “precisa manter-se sentada em sala de aula, pois como acaba suas tarefas com rapidez, passa de classe em classe para ajudar os colegas e assim poderem brincar”. Meus pais conversavam comigo, dizendo que eu não podia atrapalhar a aprendizagem dos colegas. Deveria esperar todos terminarem as tarefas para depois brincar.
       Meus pais foram muito presentes no período de alfabetização. Adoravam olhar minhas atividades, gostavam de ouvir minhas histórias, participavam de todos os eventos da escola, divertiam-se com a minha lógica para explicar os fenômenos diários. Meu pai suspirava orgulhoso nas minhas apresentações de dança. Minha mãe curtia muito a fase de comprar materiais, sobretudo, cadernos. Ela os encapava com capricho, normalmente com pedaços de tecido. Ficavam lindos. Eles estimulavam a mim e ao meu irmão a desenvolver o raciocínio lógico, por meio de jogos de tabuleiro, principalmente, e o gosto pela leitura. Meu pai era amante de gibis, Tio Patinhas, Almanaque Disney e Mickey eram seus preferidos. Minha mãe devorava livros de suspense e romance. Tínhamos uma assinatura de livros de uma editora. Todo mês recebíamos uma caixa com cinco  títulos diversos. Era uma festa abrir aquela caixa. Quando não brincávamos na rua com a família e com os amigos, estávamos em casa jogando varetas, dominó, Banco Imobiliário, jogos de perguntas e respostas, Scotland Yard, entre outros tantos.
          Lembro bem, numa das conversas que a professora teve com minha mãe, sobre o fato de eu ser uma criança “muito ativa”. A partir daquele dia, a professora passou a me entregar palavras cruzadas, quando eu concluía as tarefas. Até hoje, adoro esse tipo de passatempo. Não recordo de situações que poderiam ser consideradas negativas. Sempre curti muito a escola e tudo o que ela oferecia.
       Hoje, como professora, vejo minhas atitudes nas crianças que compõem a minha turma de trabalho. E adoro o movimento delas. A curiosidade, a alegria de compreender a atividade, de aprender, de construir novos conhecimentos. Sinto-me muito à vontade na escola e acredito que este sentimento passe pelas experiências positivas que tive ao longo de minha formação.